Para o site “Pitchfork”, Rihanna é a cantora pop mais influente da última década!

Não é de hoje que Rihanna vem recebendo prêmios e mais prêmios por sua influência. Seja na educação, musica ou projetos sociais, o fato é que ela se tornou uma das artistas mais distintas da atualidade.

Tendo isso em mente, a respeitada e importante Pitchfork publicou uma matéria questionando: “Seria Rihanna a cantora pop mais influente da ultima década?

Créditos da imagem: Pitchfork.

Acompanhe o texto feito pelo editor Jayson Greene

“Ligue o rádio, quando a Rihanna não estiver nele – o que, realmente, não é algo frequente -, você vai ouvir moléculas de seu estilo vocal por toda parte. Tonificado, rouco, mais nasal, mas essencialmente livre de marcadores regionais – que descreve várias canções pop de agora. Meus ouvidos se animaram recentemente no início de “Green Light” da Lorde: Entre a maneira levemente sarcástica que Lorde expressa a palavra “bite” ou como ela mergulha na parte de “I hear sounds in my mind“, a influência de Rihanna entra como fumaça ondulando sob uma porta fechada.

Depois de perceber que Rihanna é a estilista vocal mais influente da última década do pop, torna-se quase impossível escapar dela. Escolha qualquer hit do dance-pop contemporâneo atual.”Lean On“, do Major Lazer, por exemplo, feche os olhos e a imagine cantada por Rihanna; Diplo, que escreveu a canção, certamente imaginou. Ou imagine “Sorry” de Justin Bieber na voz da Rihanna, com os versos de sopro e o coro agudo, suplicante. Uma vez que você tenta, será difícil ouvir a versão de Bieber novamente sem pensar que a musica não é pertencente a ele.

A voz da Rihanna é uma coisa “complicada”. É infinitamente adaptável; Robyn Fenty é de Barbados, e em algumas entrevistas e vídeos nos bastidores, seu sotaque Bajan sobressai em suas conversas. Mas, como muitas estrelas pop antes dela, ela tem obscurecido o sotaque em suas canções, terminando com uma voz cantada que emana de algum lugar estranho em sua universalidade. Um linguista sem conhecimento de Rihanna pôde ouvir “Umbrella” e deduzir que a cantora tinha nascido na década de 80 em Wisconsin, com um pai do sul de Boston e uma mãe jamaicana, com a mesma tendo passado invernos em uma escola de charme britânico.”

Ele continua;

“Ouça como ela canta ‘oh-na-na, what’s my name’, ela exagera no ‘what’ para que ele se torne ‘oo-what’. Um tipo de som que usualmente nos diz que a cantora perdeu a compostura ou está lutando para mantê-la. Mas a pegadinha acontece exatamente no mesmo local, no mesmo momento, na mesma palavra, todas as vezes. É deslumbrante. Quem sabe dizer quantas vezes Rihanna praticou aquele vocal até que ela tenha dominado todas as emoções – suplicante e brincalhona, cansada e sensual, até mesmo um pouco de zombaria – nessas três sílabas, em looping perfeito. Você pode ouvir basicamente todo o espectro da Rihanna sem ela precisar usar muito a voz.

Quando Rihanna finalmente mergulhou por completo em 2016 com seu single “Work“, milhões de americanos confusos o chamaram de um rabisco sem nexo. Mas o efeito líquido desta “confusão” regional em seu catálogo e influência no pop, é incalculável.

Em ANTI, de 2016 , as comportas se abriram. O álbum oferece um elenco vibrante da Rihanna rouca. Ela gritou e gritou, deixou sua voz se quebrar em “Love On The Brain” e “Higher“. Você pode ouvi-la cantar seu próprio som com entusiasmo, Rihanna vindo para sua própria voz. Ela é tanto o vândalo, quanto o monumento.”

Completando sua matéria sobre a influência de Rihanna, ele acrescenta:

“É isso o que as estrelas pop fazem por nós. Nós desejamos a emoção que só vamos obter quando uma dúzia de boas idéias se manifestam em uma única voz. Nos últimos 10 anos, essa voz tem sido mais ou menos a de Rihanna. Provavelmente ela vai gerar um novo caminho para as “wannabe Rihanna. Inevitavelmente, nenhuma delas vai levar o peso, o calor da coisa real”.

Em meio ao texto ele descreveu algumas cantoras e musicas que tiveram inspiração na Rihanna, ou até que teriam sido hits na voz da mesma anos atrás.

Um exemplo disso é “I Got You” da Bebe Rexha, ou “So Good” de Zara Larsson, que o editor comparou com a voz sexy e brincalhona de Rihanna.

Você pode ter uma noção das influências vocais de Rihanna sob a Zara ouvindo “So Good“:

E “I Got You” da Bebe:

Como foi dito no texto da matéria, Jayson Greene ainda sentiu algo vocal de Rihanna em “Green Light” da cantora Lorde.

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